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quarta-feira, 5 de maio de 2010

Além do fim da farra

No dia 26 de janeiro deste ano, publiquei artigo no Jornal da Cidade, sobre os 10 anos da Lei de Responsabilidade Fiscal, completos hoje, motivo pelo qual posto novamente aqui:

Um dos principais marcos da modernização da gestão pública brasileira, a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) comemora uma década em 2010. Ao limitar endividamento e gasto com pessoal, determinando sanções – inclusive penais – aos governantes incapazes de controlar os instintos primitivos da gastança, deu continuidade ao processo iniciado com a estabilização da moeda, através do Plano Real.
É certo que seu caráter punitivo não necessariamente coloca miolos nas cabeças dos políticos para que melhorem a qualidade dos gastos públicos e tampouco lhes empresta vergonha na cara para cumprirem promessas eleitorais. De qualquer forma, o fortalecimento das instituições se dá com tijolo por tijolo.
É verdade que a conta dos impostos ainda é desproporcional ao serviço prestado, mas ao menos já há a garantia de que nem só de bons modos depende o contribuinte – isso quando o assunto são os governos municipais e estaduais, pois a es(tratos)fera federal ainda permanece órfã da regulamentação, apesar de prevista na lei.
Desde a “Carta aos Brasileiros”, em que o PT pragmático se comprometeu com ajuste fiscal, câmbio flutuante, metas de inflação e essas barbaridades aos olhos da ala fundamentalista, o presidente Lula se dispôs não apenas a rezar a cartilha de Duda Mendonça, mas também a da estabilidade econômica.
Hoje na função de anfitrião da festa, em parte redimido do passado de pregação anti-qualquer coisa, proposta ou idéia de autoria dos “neoliberais” comandados pelo sociólogo FHC, tem a chance de se desculpar perante a nação pelo voto contrário à LRF da tropa petista no congresso: todos os 86 deputados e 8 senadores da época – não satisfeitos com a derrota parlamentar, ainda tentaram, sem sucesso, o tapetão judicial.
Mais do que pedir desculpas, poderia estar definitivamente perdoado se buscasse regulamentar a lei em nível federal e diminuísse o apadrinhamento populista, disciplinasse o bolsa família e promovesse as reformas estruturais de que o país precisa e sem as quais é mero jogo de cena se intitular social-democrata.
Difícil imaginar tamanha correção de rumo do governo sem contar na oposição com gente como o governador Mario Covas, pai moral do equilíbrio das contas públicas, antes mesmo de compor a letra da lei. Herdeiro da massa falida do Estado de São Paulo após governos de Quércia, Fleury e Maluf, a antítese da responsabilidade fiscal, política e tudo mais, suou para recuperar o vigor econômico do maior recolhedor de impostos da federação.
Que a festa, mais do que comemorar o fim da farra, signifique compartilhar com a sociedade a importância da racionalidade na gestão pública tanto quanto ela importa nas empresas e na família, assentando o alicerce para os próximos tijolos.

quarta-feira, 7 de abril de 2010

UMES Jundiaí

Estive ontem acompanhando a visita da União Municipal dos Estudantes Secundaristas (UMES) de Jundiaí, que ajudei a fundar, na Câmara Municipal. Fomos apresentar aos vereadores a campanha "Se liga, 16", de estímulo ao exercício do voto pelos jovens menores de idade, a quem esse direito e dever ainda é facultativo.
O engajamento e organização da UMES tem me impressionado. Poderia ser mais uma instituição como tantas outras, pouco atuante, mas ao contrário: são tantas ações que a Assessoria da Juventude quase já não dá mais conta de apoiar. Além dessa campanha, no sábado (10), por exemplo, será lançada a Copa UMES de Futebol, em parceria com o Paulista F.C, com a participação de 24 times das escolas de Jundiaí.
Gostaria de cumprimentar publicamente a presidente Cynthia Ferrarez, exemplo de cidadã!
Confiram o blog da UMES: www.umesjundiai.blogspot.com.


segunda-feira, 15 de março de 2010

Mobiliza, PSDB!

Cheguei ao PSDB aos 14 anos de idade, movido por certa simpatia de moleque por gente como Miguel Haddad e André Benassi, dos quais ouvia falar e boa parte da cidade se orgulhava e ainda se orgulha. Jundiaí, como se sabe, é case dos mais bem sucedidos em matéria de avanço dos índices de desenvolvimento e aprovações na urna.
Faltava certamente um conhecimento mais aprofundado da história, do programa e de questões afora sobre a social democracia proposta sob as lideranças de Franco Montoro, Mario Covas e Fenando Henrique. Nem familiar nem amigo tucano me deu ficha de filiação, foi por conta própria e até contra a vontade do meu pai, avesso a política e políticos, como costuma salientar em voz alta - me causando certo constrangimento -, que busquei o aprendizado.
Não é novidade para muitos como me envolvi de corpo e alma e desde o começo lá se vão 10 anos completos em 2010. Dizem que aos 24 se toma decisões. Piada estendida à militância, posso afirmar que tenho certeza de que optei pela agremiação que mais se aproxima dos meus ideais, no conteúdo e na prática.
Confidencio porque hoje compartilhamos eu e mais dois militantes notáveis, um diagnóstico e a necessidade do prognóstico das mãos arregaçadas. Há que se mobilizar para dialogar com a sociedade acerca das nossas realizações. Sem covardia, defender o legado e construir o futuro. Nos próximos dias, idéias e novidades alaçarão vôos tucanos!
No link a campanha lançada pelo PSDB nacional, muito oportunamente: www.mobilizapsdb.org.br.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Desde os primórdios até hoje em dia...

Há algum tempo, recebi a especialista em mídias digitais Raquel Costa, voluntária a oferecer palestras para professores sobre a revolução na educação que a tecnologia pode provocar, a exemplo do que causou no mundo do entretenimento.
É evidente como as estruturas do ensino se mostram incapazes de compreender as possibilidades disponíveis com o advento da internet. Muitos professores resistentes continuam a optar pela enxurrada de conteúdo pouco útil na vida do aluno, simplesmente ignorando que com um simples clique, ele pode estar acessível através da rede.
Encontrei o vídeo abaixo do programa Manhattan Connection, que trata do assunto.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

A parceria dos grafiteiros Insane e Estranho é exemplo de sintonia artística de uma juventude que tem o que dizer.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Recebi hoje na Assessoria da Juventude representantes da Bike em Jundiaí para tratar do Circuito Jundiaí Radical 2010. Contaram da confraternização que realizaram no Street Park que a Prefeitura entregou reformulado no segundo semestre do ano passado.

O esporte propicia um ambiente sadio extremamente importante para os jovens. O Poder Público a partir dessa compreensão precisa estimular e criar espaços que possiblitem a atividade esportiva e a convivência.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Além do fim da farra

Um dos principais marcos da modernização da gestão pública brasileira, a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) comemora uma década em 2010. Ao limitar endividamento e gasto com pessoal, determinando sanções – inclusive penais – aos governantes incapazes de controlar os instintos primitivos da gastança, deu continuidade ao processo iniciado com a estabilização da moeda, através do Plano Real.
É certo que seu caráter punitivo não necessariamente coloca miolos nas cabeças dos políticos para que melhorem a qualidade dos gastos públicos e tampouco lhes empresta vergonha na cara para cumprirem promessas eleitorais. De qualquer forma, o fortalecimento das instituições se dá com tijolo por tijolo.
É verdade que a conta dos impostos ainda é desproporcional ao serviço prestado, mas ao menos já há a garantia de que nem só de bons modos depende o contribuinte – isso quando o assunto são os governos municipais e estaduais, pois a es(tratos)fera federal ainda permanece órfã da regulamentação, apesar de prevista na lei.
Desde a “Carta aos Brasileiros”, em que o PT pragmático se comprometeu com ajuste fiscal, câmbio flutuante, metas de inflação e essas barbaridades aos olhos da ala fundamentalista, o presidente Lula se dispôs não apenas a rezar a cartilha de Duda Mendonça, mas também a da estabilidade econômica.
Hoje na função de anfitrião da festa, em parte redimido do passado de pregação anti-qualquer coisa, proposta ou idéia de autoria dos “neoliberais” comandados pelo sociólogo FHC, tem a chance de se desculpar perante a nação pelo voto contrário à LRF da tropa petista no congresso: todos os 86 deputados e 8 senadores da época – não satisfeitos com a derrota parlamentar, ainda tentaram, sem sucesso, o tapetão judicial.
Mais do que pedir desculpas, poderia estar definitivamente perdoado se buscasse regulamentar a lei em nível federal e diminuísse o apadrinhamento populista, disciplinasse o bolsa família e promovesse as reformas estruturais de que o país precisa e sem as quais é mero jogo de cena se intitular social-democrata.
Difícil imaginar tamanha correção de rumo do governo sem contar na oposição com gente como o governador Mario Covas, pai moral do equilíbrio das contas públicas, antes mesmo de compor a letra da lei. Herdeiro da massa falida do Estado de São Paulo após governos de Quércia, Fleury e Maluf, a antítese da responsabilidade fiscal, política e tudo mais, suou para recuperar o vigor econômico do maior recolhedor de impostos da federação.
Que a festa, mais do que comemorar o fim da farra, signifique compartilhar com a sociedade a importância da racionalidade na gestão pública tanto quanto ela importa nas empresas e na família, assentando o alicerce para os próximos tijolos.

Artigo publicado no Jornal da Cidade, no dia 27/01/09.