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quarta-feira, 13 de maio de 2009

Equílibrio


Não haveria lugar mais adequado para uma discussão sobre liberdade do que uma mesa de bar. Discutimos eu e mais dois amigos: um que já teve uma relação longa e outro que nunca. A discussão versou principalmente sobre relacionamentos amorosos, com suas vantagens e desvantagens diante das possibilidades do mundo.

Disseram não haver regra para a felicidade, mas concordaram que não estariam no bar naquele momento se estivessem comprometidos. Falaram dos padrões que aprisionam, na moldura da família, com filho, horário e almoço aos domingos. Apesar de afirmarem que preferem estar livres, observaram que a solidão pesa.

É claro que tem gente que sabe caminhar ao lado, sem puxar afoita pela mão. Mas também não faltam os que surdam e cegam. A paisagem é pra ser vista. O que me pesa, portanto, é o excesso, aliado da rotina, pelo excesso -- que, aliás, conheço bem. Afirmo com toda certeza: meus melhores projetos nasceram no descompromisso.

Se há sempre algo disposto a tolher sua liberdade: do relacionamento à academia, nos cabe andar nessa corda bamba com o equílibrio dos preparados para não cair sem perder o brilho nos olhos, com platéia ou sem platéia.

2 comentários:

  1. "Meus melhores momentos nasceram do descompromisso"
    Adorei!

    Dá até slogan de político:
    NÃO PROMETO NADA POIS MEUS MELHORES MOMENTOS NASCERAM DO DESCOMPROMISSO.

    Que pena que não estava nessa...

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  2. Ahahahahahaha.... Já pensou, Zé, que revolução no discurso político??? rs

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